Compositor: Gaetano Donizetti
[Ernesto]
Pobre Ernesto!
Pelo tio exilado
Por todos abandonado
Me restava um amigo
E um oculto inimigo
Descobri que era ele
Quem, contra mim, conspirava
Perder Norina, ó Deus!
Bem fiz a ela
De expressar em um papel
Os sonhos meus
Agora em outra estrada
Os dias ruins
Devem ir embora
Buscarei uma terra distante
Onde gemerei ignorado
Lá viverei com a alma em guerra
Lamentando o bem perdido
Lamentando o bem perdido
Mas nem a sorte me é inimiga
Nem montanhas, nem mares distantes
Poderão, ó doce amiga
Do meu coração, apagar-te
Não poderão
Do meu coração, apagar-te
Não poderão, doce amiga
Do meu coração, apagar-te
E se, para outro amor
Seu coração se voltar um dia
Se surgir um novo afeto
Apagando seu antigo ardor
Não temais que um infeliz
De perjúrio, te acuse no céu
Se tu és, meu bem, feliz
Estará bem o seu fiel
Estará bem o seu fiel
Estará bem o seu fiel
Se tu és, meu bem, feliz
Estará bem o seu fiel
Ah, estará bem
Estará bem o seu fiel
O teu fiel
Ah, o teu fiel